Eu tenho passado por uma fase em que parece estar dando tudo errado…
Fiquei bastante triste e sem esperanças, achando que todos os meus sonhos haviam sido despedaçados, assim como meu coração. Quando estou assim, preciso ir para a minha caverna pensar…
Busquei dentro de mim e percebi que sempre que eu passava por uma situação difícil, eu fazia das tripas coração para poder entender, melhorar, amenizar, resolver…E só o que conseguia, era ficar mais triste, mais cansada, sem esperanças, mais dura e mais amarga. Me colocava no papel de vítima :”por que?? por que eu?? por que comigo?? não mereço!! eu não faço mal a ninguém!! “. Me dei conta de que muitas vezes não é questão de merecer ou não, de causa e efeito. Simplesmente é assim. Nâo depende de mim ou de minhas ações.
Respirei fundo, parei com estes pensamentos negativos e passei a fazer o que é melhor nestas horas: me colocar em primeiro lugar. Me fazer feliz.
Meu amor me magoou. Apesar de minha entrega, de saber de meus sentimentos, ele não me disse uma vez sequer “eu te amo” e me disse que só faria isso quando tivesse absoluta certeza. Viajamos juntos, passamos um final de semana maravilhoso e na volta ele esqueceu a mochila no meu carro. Mandei uma msg avisando e percebi que o celular dele estava lá. Fiz então uma coisa de que não me orgulho…Peguei o celular dele e fui dar uma espiada. Nas regras do Universo, nada é por acaso…
Constatei que ele pode dizer (e escrever) “eu te amo demais”, só que não para mim. Vi que ele sente saudades de alguém e “queria que você estivesse aqui”, só que este alguém não sou eu.Chorei, quis conversar com ele e ele fugiu. Não atendeu minhas ligações e nem respondeu minha msg. Escrevi então um e mail dizendo adeus. Se ele não pode, eu posso. Depois de mais um longo silêncio torturante ele me procurou explicando tudo e dizendo que não queria terminar. Não me convenceu, mas algo aconteceu dentro de mim.
Ao invés de deixar o meu orgulho falar mais alto, a minha mágoa deixar a tristeza invadir e me colocar como uma vítima patética, resolvi ao invés disso perdoar, aceitar que ninguém é perfeito, entender que por mais que a gente se esforce não tem como controlar uma situação ou uma pessoa e aprender de uma vez por todas que a única responsável pela minha felicidade sou eu mesma.
Conversei com ele e senti sinceramente que o compreendia e que não o culpava por nada. Novamente, eu sabia da situação, eu aceitei os riscos. Só não sabia que ia doer tanto, que ia sofrer tanto e nem que eu estava tão apaixonada.
Decidi fazer o que tenho vontade de fazer e não mais o que esperam que eu faça, a despeito de outras pessoas acharem errado.
No final de semana passado, ao invés de sair com ele, fui com os amigos para a praia fazer boulder. Caí, me esfolei, machuquei a perna, mas me diverti a valer e aprendi mais uma lição !
Percebi que me concentro bastante no começo, mas não controlo minha ansiedade nos momentos finais. Por isso caí da rocha no último movimento. Por que queria terminar logo a via. Quando fazia isso no ginásio ou com cordas, não percebia pois a queda é controlada. No boulder em rocha, percebi por que a queda doeu e machucou muito. Quantas vezes será que as dores e feridas de minha vida não foram causadas por causa disso? A minha ansiedade de querer ver logo o resultado, o fim ?
Por que a minha pressa em querer saber o que realmente ele sente por mim? Se ele não sabe ainda, por que eu deveria me preocupar ou me precipitar ?
É preciso deixar as coisa fluírem…A vida seguir seu curso…Ter calma para fazer as escolhas certas…Dar tempo para explorar com calma onde colocar os pés, onde colocar as mãos para evitar quedas doloridas…Curtir o momento presente…Curtir a companhia dos amigos sem compromisso…Quando não se tem as respotas, é preciso saber esperar que em algum momento elas surgem…